Sobre meu rompimento com a igreja

No final do ano passado, a Cris havia respondido um post meu imaginando como seria estar  longe de Deus.

O que respondi  muitas vezes é como ser um parto encruado, você não consegue voltar e nem sair. É algo estranho.

Se me perguntarem hoje porque sai da igreja, digo que minha saída foi seguida de sequência de fatos, comentários e também mudança de pensamento.

De certa forma, rompi com a igreja por causa de valores meus que haviam mudado e sei que magoaria a “igreja”, meus queridos amigos/irmãos com a forma de ser pensar.

Alguns podem achar que fiquei modernosa, com pensamentos pra frentex, mas a forma de ver Deus mudou muito.

Infelizmente, apesar da igreja pregar e outras venderem Deus de muitas forma, nem sempre o convívio, comunhão e relação pessoal com Ele, é igual para todos.

Vi a instituição igreja em cima do muro que fiquei. De um lado a igreja cega, no outro pessoas realmente comprometidas, e de outro pessoas saindo da matrix.

Pulei o muro para o lado do mundo, como diriam amigos e companheiros de caminhada da fé: se desviou…

Desviei porque até ajeitar a minha cabeça, não poderia estar na instituição igreja,  com o coração batendo diferente do que ela batia.

Dois longos anos, de saudades, de estar impregnada da palavra, a mesma palavra que eu era agarrada, assim como os mais de 1000 livros lidos que não foram suficientes para que eu no  evangeliquês: “caisse”. Vi que eu era só leitura e não vivência…

Talvez foi o choque maior que me deixou como astronauta viajando na maionese, sentindo fora do mundo, sem me encaixar , sem alguém para trocar as coisas que me aconteciam.

Mesmo fora do saleiro, subo no muro para ver o que acontece dentro do seio cristão, dos sites cristãos, das ondas dos ministérios que surgem, da fofoca gospel que come solta na mídia e me espanta a cada dia com as novidades.

Também vejo pessoas realmente cristãs e autênticas e que me comovem e me fazem ver que ali existe a verdade.

bem depois escrevo mais…


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