Sobre FÉ

 

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Apesar de estar fora da instituição igreja e em cima do muro como escrevi no post anterior, me perguntei como está a fé dentro de mim.

 

Imagino a fé como uma chama, uma candeia, uma vela, que precisa de combustível para arder, oxigênio, algo do gênero.

 

Lembro de tantos congressos que participei, cultos, gravações de Cds de diversos ministérios e saia desses lugares, meio que renovada, fortificada, querendo viver todo aquele sobrenatural, mas passava a semana aquela euforia se ia.

 

Esse foi um dos motivos pra eu tomar a dita pílula vermelha. O que eu estava cantando, ouvindo, será que estava vivendo?

 

Voltando a fé, hoje cedo, andando na Av. Treze de maio para vir trabalhar, vi saindo de um prédio, uma moça com um terço na mão. Me perguntei se por acaso ela teria um motivo muito forte para estar rezando logo cedo, ainda mais tão jovem…

 

E comecei a pensar na dita fé, e que ela não precisa de muito pra poder viver, queimar, ficar acesa em nós. Acredito que nossa fé é provada, ticada e vista, quando estamos simplesmente não num megaevento religioso, mas quando estamos sozinhos, no escuro, muitas vezes sem opções, sem saída e é aí que nos agarramos a todos os santos, nos lembramos de Deus, nos lembramos que o sobrenatural pode agir de outra forma.

 

Também refleti, sobre no que e em quem tenho depositado minha fé. Confesso que a troquei várias vezes por fé em Deus, fé nas pessoas, fé num relacionamento amoroso, crendo que seria da forma que gostaria e queria e me pergunto se essas trocas foram válidas e se ainda brilha alguma luz ou se há algum resquício ou fagulhas de fé…

 

Às vezes me sinto muito limitada pelo excesso de racionalidade, e às vezes me pego viajando, sonhando acordada num mundo utópico de fantasia, quase uma Disney, mas na verdade acho que sou uma mulher de pouca fé….aproveitando a cacofonia, vou tomar um cafézinho…

 

Até…


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